
A política da morte, após os massacres nas favelas do Rio de Janeiro, por Camila Gavazzi Felix
Em artigo publicado na revista eletrônica italiana Napoli Monitor, Camila Gavazzi Feliz, integrante do Grupo de Pesquisa Espaço e Poder, analisa a política de segurança pública do Governo Cláudio Castro, no Rio de Janeiro.
O 28 de outubro de 2025 entrou para a história como a maior chacina já registrada no Brasil — um marco trágico que expõe a lógica persistente da política de morte no estado. O discurso oficial de “sucesso da operação” evidencia a ameaça sempre renovada de que a pior operação policial no Rio será sempre a próxima. Sob o governo Cláudio Castro, a suposta retomada de territórios de grupos armados se mantém baseada em incursões violentas que colocam a cidade, e especialmente as favelas e comunidades, sob o regime cotidiano da incerteza, do medo e da excepcionalidade.
O artigo, intitulado “La politica della morte. Dopo i massacri nelle favelas di Rio de Janeiro”, acompanha as semanas seguintes à chacina e evidencia como esse fazer político se desdobra em múltiplas frentes: do Ato Unificado “Chega de Massacre, Fora Cláudio Castro!”, a pedidos de impeachment, do apoio majoritário da população às promessas oficiais de continuidade, emergindo uma hipótese contundente: a segurança pública no Rio de Janeiro opera como uma ideologia eleitoral, capaz de mobilizar apoios, produzir consentimento e sustentar projetos de poder.
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Imagem de Federica Pagano.

